CORREIO 24 HORAS | Com 110 filmes na programação, Panorama Coisa de Cinema abre 20ª edição no Cine Glauber Rocha
02/04/2025
Com 110 filmes, entre curtas e longas, nacionais e internacionais, o Panorama Internacional Coisa de Cinema iniciou a sua 20ª edição na noite desta quarta-feira (2). A abertura aconteceu no Cine Glauber Rocha e contou com apresentação do Coletivo Rumpilezzinho, além da exibição dos filmes A Queda do Céu (2024) e Iracema: Uma Transa Amazônica (1974). O festival será realizado até o dia 9 de abril.
“São 20 anos de história, de uma trajetória que fomos construindo, conquistando o público e ganhando credibilidade. Fico orgulhosa de poder mostrar para os baianos essa produção cinematográfica que não chegaria aqui de outra forma. A casa está cheia, o clima está ótimo e espero que permaneça assim durante a semana”, celebrou a coordenadora-geral Marília Hughes Guerreiro.
Sejam frequentadores assíduos ou aqueles que foram pela primeira vez, o público marcou presença, como o trio composto pelo fotógrafo Alfredo Lima Rocha, 22, pela produtora cultural Mavi Santiago, 20, e pela estudante Iracema Maria, 20.
“Já acompanho o Panorama há alguns anos, já que minha mãe é diretora de cinema e já apresentou alguns filmes. Provavelmente, não vou conseguir, mas queria ver tudo. A expectativa é bem legal”, disse Mavi.
“É a minha primeira vez no festival. Ela [Mavi] me convidou de última hora e eu topei. Estou muito feliz em estar aqui e ver muita gente prestigiando um festival de cinema numa noite de quarta-feira. É clichê, mas queria muito ver Iracema, que tem o meu nome”, completou Iracema.
Mavi, Alfredo e Iracema foram prestigiar a abertura do Panorama Crédito: Marina Silva/CORREIO
Além da estreia do filme em terras baianas, a exibição de A Queda do Céu, dos cineastas Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, abriu a Competitiva Nacional do Panorama. Ao todo, 62 filmes, entre longas e curtas-metragens, participam das mostras competitivas baiana, nacional e internacional do festival.
“É uma sensação muito boa, porque o Panorama é uma das maiores janelas para o cinema independente brasileiro e para o que há de melhor do que é produzido no Brasil. O filme já circulava pelo país e pelo mundo e estava na hora dele nascer aqui na Bahia. Ele dialoga com o momento atual que vivemos, onde o mundo parece estar se desintegrando, enquanto temos comunidades que resistem e insistem em segurar o céu enquanto apresentam outras formas de vida”, pontuou Eryk Rocha.
Já Iracema: Uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna, compõe a Mostra de Filmes Restaurados, que traz clássicos em qualidade 4K. Entre os filmes que serão exibidos estão Bye, Bye Brasil (1979), de Cacá Diegues (1940 – 2025), e Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto.
Uma das novidades para esse ano é a realização de um seminário dedicado à exibição, com a participação de mais de 30 exibidores de diversas regiões do Brasil. A primeira mesa contou com a presença do presidente da Fundação Gregório de Matos (FGM), Fernando Guerreiro, da secretária do audiovisual do Ministério da Cultura (Minc), Joelma Gonzaga e do secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro.
O evento também conta com a mostra Panorama Brasil, com 26 filmes nacionais, uma mostra dedicada a Sérgio Machado, com quatro documentários do cineasta baiano, além da exibição especial de O Som Ao Redor (2013), de Kleber Mendonça Filho, em homenagem aos 20 anos do Panorama.
*Com orientação da editora Doris Miranda