Panlab de Roteiro
Conheça os consultores desta edição:

Aleksei Abib
Aleksei Abib é diretor, roteirista, escritor e um dos principais consultores de roteiro do país. Assina, entre outros, os roteiros de A Via Láctea (46ª. Semaine de la Critique, Festival de Cannes), e da novela Água na Boca, Band. É um dos script-doctors mais requisitados do país, com destaque para Elena, de Petra Costa (Pré–indicado ao Oscar, 2015); De Menor, de Caru Alves de Souza (Melhor Filme – Festival do Rio, 2013); Mulher Oceano, da atriz e diretora Djin Zganzerla (Melhor Filme Estrangeiro, Porto Femme Intl Film Festival), o blockbuster Mais Forte que o Mundo, de Afonso Poyart, e Eduardo e Mônica, de René Sampaio, entre outros. Atualmente é consultor da série Os Salva Selva, finalista do Series Mania Workshop, do Series Mania Institute, no Rio de Janeiro, 2023. Foi consultor do Laboratório Novas Histórias, do Projeto Paradiso. Atualmente, é consultor da série Os Salva Selva, do Núcleo do Crime, analista de projetos no Programa Ibermedia e professor convidado da EICTV. Autor do livro Profissão Repórter, consultor do programa, e da equipe de jornalismo da Rede Globo. Seu projeto mais recente é o longa Você Não É Um Soldado e a adaptação de A Hora dos Ruminantes para o cinema. Além disso, O Templo é seu romance de estreia na literatura.

Ceci Alves
Ceci Alves é diretora, roteirista, produtora, curadora, professora, jornalista e palestrante, cujo trabalho possui um viés musical e que tem como missão principal desenvolver questões políticas e protagonizar excluídos em suas obras. É reconhecida curta-metragista e documentarista, com premiações no Brasil e exterior. Como roteirista, desenvolve trabalhos para a HBO Max e outros players, pelas produtoras Giros Filmes, Prodigo Films, Parznoïd BR, Jabuti Studios e Floresta/Sony Pictures.

Iana Cossoy Paro
Roteirista, professora e consultora. Atual Diretora da Maestría e da Residência da Cátedra de Roteiro da EICTV – Cuba e da Pós Graduação em Roteiro do Instituto Vera Cruz. Assina com Heloisa Passos e Tina Hardy o roteiro de Eneida (2022), com Sandra Kogut o roteiro de Três Verões (2019), com Marcelo Muller o longa Eu te Levo (2017) e com Graziela Mantoanelli De Peito Aberto (2018). Colaborou no roteiro de As Duas Irenes (2017), de Fabio Meira. Mestre em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA-USP com a dissertação Escrever o som: busca pelo espaço do sonoro em roteiros audiovisuais. Formada em Cinema pela EICTV. Consultora em laboratórios como Desde la Raiz, CaliLab, PanLab e BrLab. Membra do Coletivo Vermelha, que estuda e promove ações relacionadas à participação e representação das mulheres no audiovisual.
Projetos selecionados
Longas

A Carne da Alma
Direção e roteiro: Caio Resende
Em 1970, assombrada pelo assassinato do pai, Xica retorna ao sertão por vingança. Ao desafiar o assassino e o tio temeroso, acaba expulsa da cidade. Mas é acolhida pela CineTrupe da Luz, um pequeno grupo de exibidores itinerantes liderados pela magnética Luzia, que oferece não só um refúgio, mas um novo modo de resistência. No conflito entre a herança de sangue e a abertura de novos caminhos, Xica acaba transfigurando o próprio destino.

Caio Resende é cineasta, roteirista, poeta e pesquisador. Colaborou com Geraldo Sarno como consultor de roteiro em ‘Sertânia’. Dirigiu o filme-ensaio ‘Dois Sertões’ (Prêmio Especial do Júri no Panorama Internacional Coisa de Cinema, licenciado pelo Canal Curta!). O curta ‘Tragédia do Tamanduá’, do qual foi um dos roteiristas, esteve no Festival de Cannes. Sua obra investiga as intersecções entre tempo e memória.
Contato: caioresende23@gmail.com

Conhecereis a Verdade…
Direção e roteiro: Natan Fox
Roteirista: Natan Fox e Pedro Reinato
Miriã, 55, é uma enfermeira que vive entre o hospital, a igreja evangélica e a busca pelo filho desaparecido. Após uma noite de guerra entre facções, ela esconde em sua casa Wendell, 19, traficante ferido da facção rival à que domina sua comunidade. Enquanto tenta encontrar o filho, Miriã constrói uma tensa relação de maternidade com Wendell, assumindo um risco crescente que coloca sua fé, sua moral e sua própria sobrevivência em conflito.

Natan Fox é diretor, roteirista e sócio da produtora Mansa Filmes. Em 2018, inicia a carreira no audiovisual, trabalhando inicialmente em comerciais publicitários e videoclipes. Forma-se como roteirista pela Escola Roteiraria. Em 2023 co-escreve e dirige o curta-metragem “O Homem Que Virou”. Em 2024 vai a Buenos Aires onde estuda direção de cinema com a diretora Guadalupe Yepes. Atualmente, trabalha no desenvolvimento do meu primeiro longa-metragem.
Contato: mansafilmes@gmail.com

Pedro Reinato é roteirista e professor, com e doutorado em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP). Como roteirista, assina obras como o longa-metragem “Câncer com Ascendente em Virgem” (2025), de Rosane Svartmann, vencedor do Prêmio ABRA de “Melhor Roteiro de Comédia”. Em parceria com o diretor Natan Fox, escreveu o curta-metragem “O Homem que Virou Castanha” (2023). Na Roteiraria, atua como coordenador pedagógico e professor.
Contato: preinato@gmail.com

Essa tristeza que não vai embora
Direção e roteiro: Direção: Leo Tabosa
Nilo é um sacerdote que atravessa uma crise existencial, marcada por dúvidas sobre sua fé e sexualidade. Sua crise é exacerbada após o suicídio de um jovem chamado Téo. Em um esforço para afastá-lo de um ambiente onde suas dúvidas foram potencializadas e se tornaram públicas, seus superiores o transferem para uma nova paróquia. Na cidade ele se depara com o desaparecimento de Sara. Contudo, as revelações sobre o destino de Sara colocam Nilo diante de um dilema moral e ético.

Diretor e roteirista, é Mestre em Comunicação pela Universidade Católica de Pernambuco. Dirige a Pontilhado Cinematográfico e é idealizador do Cine Jardim – Festival Latino-Americano de Cinema de Belo Jardim (PE) e da Mostra Curta Vazantes: Cinema em Comunidade (CE). Entre seus trabalhos estão os curtas Retratos (2010), Tubarão (2013), Baunilha (2017), Nova Iorque (2018), Marie (2019), Dinho (2023) e Cavalo Marinho (2024), e o longa Gravidade (2025).
Contato: leo.tabosa@hotmail.com

Vermelho Cereja
Direção e roteiro: Maria Clara Almeida
Val, uma mulher de 55 anos, se sente cada vez mais sobrecarregada com as demandas da vida. A nova amizade com Kelly, 22, empolgada com a vida e cheia de metas para o futuro, faz Val refletir sobre o que ela queria ser antes de se casar. O drama traz o frescor cômico da interação entre duas mulheres de gerações diferentes: ao mesmo tempo que Val admira a força de Kelly, também a julga. Elas se identificam, mas não compreendem suas semelhanças.

Maria Clara Almeida graduou-se em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Dirigiu os curtas “Ver o Rio” (2020), “Betha Ville” (2021),“Crimes Holandeses” (2023), “Nessa Rua Passa um Rio” (2024) e “Trincheiras” (2025). Integra o Cine Barranco, coletivo de cinema que atua no Norte de Minas Gerais. Foi assistente de Produção Executiva da Carnaval Filmes entre 2022 e 2025. É sócia da Murici Filmes, em Recife – PE, como produtora, diretora e roteirista.
Contato: maclaraacosta@gmail.com
Curtas

Águas Claras
Direção e roteiro: Feliphe Alencar
Amanda, uma jornalista, é encarregada de investigar uma cidade imune a uma doença mortal que assola o mundo. Com a ajuda de Raquel, ela se depara com uma série de crimes inexplicáveis que revive uma história do passado. Enquanto a investigação avança, Amanda percebe que está ligada a esse lugar.

Feliphe Alencar é roteirista e pesquisador. Mestrando em Culturas da Imagem e do Som, já conduziu pesquisas no arquivo do diretor Glauber Rocha, no MAM Rio, além de ter artigos publicados em meios internacionais. Diretor, roteirista e diretor de fotografia em co-parceria com Sylvia Mercês e Beatriz Miranda do curta-metragem Décio 2024. Assistente de Direção no videoclipe Mundo Melhor, música de Guiga de Ogum, com direção de Carlos Roberto Araújo.
Contato: feliphealencar@hotmail.com

Alzira Guarda um Silêncio
Direção e roteiro: Aninha Torres
Alzira e Gerlúzia vivem juntas a angústia da solidão e do envelhecimento precoce entre mulheres negras da periferia. Gerlúzia afetada pelo silenciamento decide não mais se calar. Enfrenta, estréia no cinema e traz à tona a sofrida e silenciada história de Alzira. Afeto, resistência e sensibilidade criam um elo de amor e beleza na relação entre mãe e filha.

Aninha Torres é atuante no audiovisual e na literatura, roteirista com foco no Cinema Negro Afetivo. Professora de roteiro de ficção e sua inserção no audiovisual negro do curso de Férias da FUNCEB 2025. É autora dos roteiros de ficção Estilhaços e Alzira guarda um silêncio. Tem pequenas produções de vídeos e, atualmente vem estudando e desenvolvendo projeto para direção e produção de seu primeiro curta-metragem de ficção.
Contato: ioganinhatorres@gmail.com

Estrada Motor
Direção e roteiro: João Fontenele
Em uma oficina isolada no interior, durante a madrugada, Socorro é surpreendida por um cliente misterioso e nervoso que surge pedindo um conserto urgente em seu carro. Entre ferramentas, cafés e desconfianças, a tensão cresce a cada barulho de sirene e cada meia-verdade contada. Quando o rádio anuncia um atropelamento envolvendo um carro vermelho, o clima fica angustiante. A madruga é de reviravoltas, silêncios perigosos e escolhas com consequências irreversíveis.

João Fontenele iniciou sua trajetória como diretor em 2020 com o clipe performático “Maria João”. Em 2022 realizou o documentário performático “Barquinho”. Em 2023 lançou seu primeiro curta de ficção, Quentinha. Em 2024 dirigiu e roteirizou Raposa (ficção) e “Olho Vivo” (documentário), e em 2025 “Peixe Morto”. Também atua e produz. Com 15 anos de carreira como ator, participou de mais de 18 espetáculos, mais de 20 filmes, além de séries e novelas. É graduado em Comunicação.
Contato: joaofonteneleator@gmail.com

Ouriço
Direção e roteiro: Nina Neves
Durante um veraneio com amigas e família, a adolescente Lia desenvolve uma amizade com Marina. O encontro faz com que Lia sinta e perceba coisas que até então desconhecia. Enquanto o grupo de amigas aprofunda vínculos de amizade, Lia atravessa um processo íntimo de descoberta. Quando pisa em uma pinaúna na beira do mar, o acidente se torna gatilho simbólico: nos delírios da febre, Lia encara o desejo como força mortal e vital, transformadora.

Nina Neves é jornalista, roteirista e comunicadora. Mestre em Estudos Culturais pela USP, investiga em seus trabalhos temas como memória, identidades, território, corpo e cultura, articulando escrita, audiovisual, pesquisa e fotografia. Em 2024, teve trabalhos reconhecidos no concurso Imagens em Patrimônio (USP) e no Prêmio Portfólio FotoDoc. Roteirizou e dirigiu os curtas 8×8 e La Caverna, premiados em festivais universitários.
Contato: ninaneves@gmail.com


